O dia que comprei um skate e fui morar na praia

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Ao abrir a janela hoje pela manhã eu me deparo com uma moça andando de skate, um long… Que belezura de imagem. Os cabelos ao vento. Fazendo uma ou outra tentativa de manobras. Naquele momento eu queria ser ela. Não por inveja, mas por poder sentir aquilo. Era aquilo que eu queria.
“Você não tem mais idade pra isso.”

Essa é uma das frases mais absurdamente limitadoras e ridículas que existem. Essa e também eu poderia acrescentar aqui: “Isso não é coisa de mulher/homem/adulto/pessoa qualquer que você quiser colocar aqui.”
Então, eu gostaria de saber onde está este manual, esse guia, esse passo-a-passo de comportamentos, onde diz tudo isso! Alguém faça a gentileza de me mostrar pois vamos combinar que seria bem mais fácil seguir tudo sem precisar ter personalidade própria não!?
… Sim… fácil, monótono e a vida seria um mar de gente chata, normal, igual…

(…)
Hoje, 29/05/2016 eu comprei um skate.
Um longboard.
Não dos mais caros, mas é um long, como eu queria.
Na real ele é simples.
Estou ensaiando para comprar um há dias… mas… algo me bloqueava. A sociedade? Dinheiro? Cultura machista/feminista/racista/classista? Não. Eu mesma.

“Grande coisa, um skate!”, “Ridículo.”, “Que perigo.”, “Isso é coisa de guri.”… Aff. Desculpe a sinceridade, mas… dane-se.
Não se trata do mero objeto. É muito maior que isso. Como escreveu Eckhart Tolle no livro “O poder do silêncio”: “Não olhe para mim, olhe para além de mim.”. Eu olho para além disso.

Eu entendo que um skate pode trazer riscos ao meu corpitxo, estou ciente, por isso já encomendei um kit de proteção, incluindo capacete, joelheiras, cotoveleiras, luvas… ou seja, uma armadura completa. E é claro, já acionei meu anjinho da guarda e ele já está ciente da da necessidade de proteção extra. Hihihi. Talvez eu caia alguns tombos? Pode ser… Mas eu tentei, eu fiz, eu me permiti. Talvez eu não curta mais e ele vire uma estilosa prateleira no meu escritório um dia? Talvez. Mas não tô pensando nisso agora.

Hoje, eu posso dizer que eu me permiti algo novo. E quando nos permitimos algo novo, quando nos desafiamos, quando iniciamos algo… é como se acionássemos uma chave, um botãozinho oculto que faz com que algo a mais aconteça. É como cutucar o universo, “Ei, eu estou aqui!”.

Então… Você quer algo, você sente aquilo pulsando em você, você recebe todos os sinais que já é chegada a hora… e faz o quê?? Engaveta a ideia? Se esconde atrás de desculpas esfarrapadas? Põe a culpa nos outros, na família, no trabalho, na falta de grana, na falta de tempo?? Pois eu vou lhe dizer uma coisa, quando você decidir com você mesmo, saudavelmente, que quer algo, aquilo que ressoa com o seu ser mais profundo… meu amigo, NADA nem NINGUÉM pode te parar, exceto você mesmo.

Vou deixar aqui duas perguntinhas, para sua reflexão:

O que tem aí dentro de você, pulsando, te chamando, gritando seu nome… que quer ser feito/realizado/modificado?
Qual o preço que você está pagando por abrir mão de não realizar o que mais deseja?

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Atualização:
Olha aí eu, viva, pele sem escoriações e com todos os ossos intactos!

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